quarta-feira, 6 de junho de 2012

O peso duma herança

Qualquer credo, religião ou culto serve ou deveria servir para incutir valores e melhora-los á medida que os tempos a isso vão obrigando, pois tal é imprescindível para serem a linha de orientação que todos almejam. Hoje em dia o modelo está obsoleto, as pragas bíblicas já não ameaçam e a insistência nas mesmas só agrava o descrédito em que caíram, os valores morais precisam duma nova imagem para serem absorvidos. Aos resistentes ao êxodo e apesar da resistência inicial indubitável, seria proveitoso explorar o que existe no presente ao invés das repetitivas visitas ao passado, serem levados a perceber a cada hora de devoção, um pouco mais do que os rodeia, seja pela mão do seu pastor ou pela experiência maior dalguém quanto á matéria abordada na sessão. Mais importante que passar as escrituras que alguém registou em tempos idos; e que sendo poucos os que dominavam tais capacidades, só as opiniões desses poucos acerca do que se passava na altura, mereceram o privilégio da imortalidade; seria dedicar o tempo dispendido na análise conjunta do que se escreve acerca dos tempos actuais e consequente debate sobre a assertividade desses textos, (se representam idoneamente quem somos, se é esta a imagem que queremos que prevaleça), sejam eles apresentados sob a forma escrita ou na forma audiovisual, ao fim ao cabo são essas as provas daquilo que fomos e como nos definiremos perante quem nos sucede. Logo, porquê assumirmo-nos como mais uma geração de transição passiva em relação á evolução histórica, gastar a nossa existência louvando gerações antigas, alimentando e perpetuando o seu valor sobre o nosso admitindo a nossa inferioridade como legado? 

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